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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Era uma vez para sempre!

Era uma vez, um mago.
Um mago de mentirinha que criou um de verdade (ou um de verdade que criou um de mentira?). Ele reuniu uma legião de mágicos e, assim, rodaram o mundo tornando sonhos realidade. Suas varinhas mágicas eram lápis e pinceis, suas poções as cores e seus feitiços as mais variadas histórias encantadas. Os príncipes e as princesas dançavam, os animais falavam e os móveis cantavam. E todos eram felizes!
Mas o tempo foi passando, uma tal de tecnologia rugia no horizonte e foi avançando até o legado que aquele mago deixara. E o mundo se encontrou com novas formas e imagens, um novo universo. Muitos viraram as costas para os antigos mestres. E a grande e poderosa Disney, detentora dos dons insuperáveis da animação, se rendeu ao que os demais já acreditavam ser o futuro.

Mas o futuro não pertence a um só. Não pode ser previsto. E surpreende. – Pois, quem diria que o grande “vilão” desta história seria também o grande “herói”! Aquele que criou o mito das novas formas, a tão maravilhosa Pixar, não querendo o fim do universo que, obviamente, foi o princípio de tudo o que se faz hoje, reabriu o castelo dos antigos magos, convocou-os para conselhos fantásticos e assim, novas histórias, traços e cores agora podem dançar através dos projetores das salas de cinema.
E todos viveram felizes para sempre.


*cantando*

Pois acreditem, caras crianças,
que esta é uma história real.
E dela agora temos
um retorno triunfal.


*fim da cantoria*


No fim do ano passado, estreou nos cinemas a mais nova animação 2D da Disney, "A Princesa e o Sapo".
John Lasseter, diretor criativo da Disney/Pixar, em entrevista a Revista Época disse sempre ter tido vontade de fazer a história da princesa e do sapo e que nunca quis que a Disney parasse a produção de filmes 2D.

"Sou fundamentalmente um artista. Nunca entendi por que a Disney e outros estúdios pararam de produzir desenhos animados manuais. O talento vem antes da tecnologia. E a animação, criada pela Disney, é uma linda forma de arte."
"Só quis trazer de volta o encantamento da animação artística. Sempre gostei da fábula sobre a princesa e o sapo dos Irmãos Grimm. E adoro Nova Orleans e sua jambalaia cultural."

Leiam a entrevista toda, que é curtinha e vale a pena.

--

Eu pretendia falar sobre o filme, mas a hora já vai tarde e a inspiração me abandonou e deitou na cama com o ventilador ligado no máximo.
Mas prometo um post amanhã ou depois, no máximo!

Ah, e me desculpem a "cantoria", é que não resisti ao clima!


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

de cuba para (e sobre) o mundo!

Fiquei um tempo ausente... sinto muito!
Motivo: a faculdade.
Mas vou tentar compensar.

E pra começar, os mestre das cores, da síntese e do design!
Está em exposição uma vasta e incrível coleção de cartazes cubanos na Caixa Cultural - Rio de Janeiro.

cartazes cubanos
um olhar sobre o cinema mundial


Em tempos de massificação da imagem e popularização do design, onde qualquer um que tenha Corel ou Photoshop pode sair fazendo logotipos e cartazes sem uma pequena, que seja, bagagem estética e conceitual, ainda podemos encontrar nos grandes mestres uma luz para seguir.
Isto é o que traz e o que pretende esta exposição de cartazes de cinema. Mostrar que não só de efeitos e tecnologia se faz design hoje.

Uma mostra de originais em serigrafia com uma verdadeira aula de ilustração, tipografia, técnica e possibilidades gráficas. Sem falar na capacidade de síntese entre o filme e a imagem apresentada (tipográfica ou ilustrada!).
Assim pode ser definida esta exposição que reúne os nomes de Azcuy, Bachs, Coll, Damián, Dimas, Julio Eloy, Luis Vega, Navarro, Ñiko, Reboiro, Rostgaard e Raúl Martínez.

"... essa é uma oportunidade para observarmos a comunicação visual como um instrumento de valoração da cultura de massa através da imagética. A cartazística cubana é, portanto, uma possibilidade para repensarmos a lógica do que compreendemos por design e oa caminhos que regem atualmente a sua produção." (Alexandre Guedes - curador)

Damián. Dulcima, 1973

Dimas. Tristana, 1973

Reboiro. Moby Dick, 1968

Só para completar, o design da exposição está muito bem realizado também. A disposição das cores nas paredes e dos cartazes sobre elas. Tudo muito bem organizado, pronto para deliciar os olhos e a mente de quem se dispor a passar um tempo na companhia dos mestres cubanos.

Em cartaz de 28 de setembro a 25 de outubro.
Terça a sábado, das 10 às 22h e domingo das 10 às 21h.
Entrada franca - então não tem desculpa!


[eu tiraria foto do catálogo, mas não tenho máquina... e não da para escanear por causa da encadernação, desculpem!]