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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A nova princesa

A “Princesa e o Sapo” é mais um conto dos irmãos Grimm adaptado pela Disney, para mais um de seus musicais animados, retomando um tipo de produção que havia sido abandonada. (como falei no post anterior). Porém não é apenas mais uma animação, menos ainda apenas mais uma história. Foi uma escolha única e uma adaptação, tanto do contexto quanto da técnica, muito bem feita.
O filme conta a história de Tiana, uma garota trabalhadora que tem o sonho que construir seu próprio restaurante. A história desta não princesa é um aglomerado de velhos temas com novos conceitos. Sim, há um príncipe, mas ele não usa capa nem espada, não tem um lindo corcel branco e não quer nada da vida. Não há bruxa/madrasta malvada que não gosta da enteada, mas há os mesmos sentimentos de inveja que permeiam as mágicas malvadas. E, como não podia faltar, tem lindas canções, animais que falam e mais de uma moral no final.
Dando uma opinião puramente pessoal, achei um filme lindo, muito bem escrito, pensado e animado. A construção dos tipos dos personagens (características físicas – e ressalto não só a princesa negra, mas também o magérrimo mestre do vudu, o crocodilo gordo e o vaga-lume desdentado – e conceituais). A personalidade de cada um é única (como já é de se esperar nestes filmes da Disney), o traço é elegante e as cores são totalmente relacionadas ao momento psicológico da cena (os sonhos de Tiana, as invocações vuvu...). Um filme visualmente fascinante.
A história não é das mais inovadoras, mas foi muito bem feita e encaminhada. Faz rir, surpreende, emociona. Tudo o que precisa. Bem ou mal, não há como não considerar um filme mais para meninas, mas isso é relativo. É um conto de fadas e uma história de princesas, mas os meninos também gostam – conhecimento adquirido por experiência própria. [e vale lembrar que a Disney não costuma deixar pontas soltas nos seus c lássicos]



Agora, de um ponto de vista mais técnico, vou me abster de falar e mostrar logo artifícios concretos. Bem antes de o filme estrear, eu havia recolhido uma série de links e matérias sobre ele, mas perdi todos os meus sites favoritos quando o computador teve de ser formatado. Então, eis o que eu consegui encontrar:

[cuidado, pode haver spoiler neste vídeo]


Do acetato aos gráficos de 3D

Entrevista com John Lasseter

Disney

IMDb

Smally Cat



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Nas alturas! E com muita emoção!!

Sobre a nova animação da Disney-Pixar:

Up - Altas aventuras

Era um filme que eu estava louca para ver.. e mais do que nunca, superou minhas expectativas!
É um filme lindo, tanto visualmente quanto na história em si. Para dar uma sinopse rápida e muito superficial, Carl Fredrickson era uma criança fascinada por aventura e, enfim, depois de muitos anos, resolve realizar o sonho que compartilhava com a esposa de conhecer o Paraíso das Cachoeiras. Decide então levar sua casa em uma maravilhosa aventura voadora! O que não contava era com um passageiro surpresa, o pequeno e redondo escoteiro Russell.

Muitas mais coisas se sucedem e muitas histórias se entrelaçam. Cada personagem que aparece tem um sonho. Cada um foi concebido para inspirar e para dar lições as pessoas.
Lições de amizade, de família, do valor de uma promessa e da força de vontade. Quem lê poderia até pensar que se trata de apenas mais um filme politicamente correto desses que tem aos montes por aí, mas não é! É um filme que faz a pessoa parar pra pensar. E quem pensa que só porque é uma animação não merece tanto crédito, sinto muito orgulho em informar, que o mundo já passou desta fase.


Em Up são inúmeras as referências e influências, como O Castelo Animado e O Mágico de Oz, não só pela casa voadora mas, claro, pelos personagens em busca de seus sonhos. E são fascinantes as cores e o design dos personagens e cenários. E interessante como o design tem conceito, como o quadrado Sr. Fredrickson e o redondo Russell. Um destaque para a modelagem e a animação dos animais, tanto os cães como o pássaro Kevin, que receberam um cuidado todo especial. E, para completar, a trilha sonora é outra das responsáveis pela imersão do público nas cenas.

Ah, mais um detalhe que vai bem comentar: é comum ouvir que este tipo de filme agrada tanto aos filhos como aos pais e que todos vão gostar e tudo isso... mas, se posso dizer que me arrependo de alguma coisa relacionada a este filme, é que não levei a minha avó para assisti-lo comigo. Bem, se tratado da minha avó, ela não iria mesmo ao cinema. Mas... Que fique claro que não digo isso por ter um senhor de setenta e tantos anos como personagem principal, mas por ser uma história única e por ter ação sem ser alucinante.


É um filme emocionante, como falei. E vale muito a pena.

ESQUILO!!


trailer:



direção: Pete Docter (diretor de Monstros S.A.) e Bob Peterson (coroterista de Procurando Noemo) - os dois fazem parte também da equipe de roteiristas.

A dublagem brasileira ficou muito bem feita, com direito até mesmo a Chico Anysio estreando como Carl Fredricksen!

links:

IMDB
site oficial (ing)
site oficial (port)

horários nos cinemas

artigos sobre o filme:
aqui no Entretantos
Animação S.A.
Smelly Cat
Fik dikk


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domingo, 19 de julho de 2009

Harry Potter, o Enigma do Príncipe e os hormônios

minha crítica ao 6º filme da saga: "Harry Poter e o Enigma do Príncipe"

Antes de mais nada, me decepcionei consideravelmente.
Fui ao cinema para ver HP e vi uma comédia românica.

É o sexto ano dos protagonistas em Hogwarts, eles tem 16 anos, estão com os hormônios a flor da pele... mas, pelo amor de deus, Voldemort está destruindo o mundo e eles só querem saber de pegação?? Tem alguma coisa errada aí!

Basicamente, o livro narra: as atrocidades dos Comensais da Morte, as dificuldades do Ministério da Magia, Harry se tornando o melhor aluno de poções graças ao livro do Príncipe mestiço, Dumbledore mostrando a história da vida de Tom Riddle para Harry (e ambos fazendo novas e importantes descobertas) e os casos amorosos quase que preditos nos livros anteriores tomando forma(com uma ou outra pitada de hormônios).
Totalmente o filme mostra: os protagonistas (que, diga-se de passagem, foram 4 e não 3) em momentos de "cara de bobo apaixonado", romance, momentos de piadas e gente se pegando em plano de fundo... ah e uma vez ou outra fez um comentário sobre o passado de Você-Sabe-Quem e um tal livro de um tal príncipe aí ...

Críticas de fã fanática a parte, até teria sido um filme bom, se a proposta fosse uma comédia romântica pra casal adolescente, daquelas que não enchem salas de cinema, com roteiro bem mais ou menos, atuações idem e muitos efeitos especiais pra agradar o menino arrastado ao cinema para acompanhar a namorada.
Falando nas atuações, as grandes estrelas do filme seriam a Luna e a Belatriz, se não aparecessem menos de 5 min no total, ao longo das 2:30h de duração. Mas eles acertaram em cheio na escolha de Jim Broadbent como o prof. Slughorn. E, como assisti legendado e dublado, sinto a mais profunda necessidade de dizer que venho me decepcionando com muitas dublagens atualmente. A voz da Belatriz ficou incrível e debochadamente perfeita, a do Slughorn foi muito boa e merece os devidos parabéns, algumas outras que não me recordo também encaixaram, mas o Draco ficou terrivelmente infantilizado, enquanto que a McGonagal só faltou rachar os tímpanos de tão irritante (lembrando que nunca simpatizei com as vozes dubladas do Harry, e de muitos outros). Não estou falando mal dos dubladores, mas sim da escolha e da dublagem em si... não fizeram jus às vozes originais.

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. : spoiler : .
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Falando em não fazer jus, a cena da morte do Dumbledore não emocionou nem um décimo do que emocionou no livro, o beijo da Gina e do Harry foi a coisa mais xoxa e sem graça da história do cinema, e a música tema dos filmes de HP só aparece uma vez e na cena do Expresso de Hogwarts (que, diga-se de passagem, é o pior de todos até agora).

Pra não dizer que não gostei de nada, algumas cenas ficaram muito boas, como a da possessão Katia Bell, o susto no aparecimento dos Inferi (apesar de não ter gostado da forma totalmente Glolun deles) e o show pirotécnico do Dumboedore na caverna (apesar de não ter imaginado tanta semelhança com Gandalf lutando com o Balrog em Moria)

Para encerrar, algumas coisinhas que não fariam a menos diferença na vida dos produtores, mas faria toda a diferença no filme:

- por que as fotos no jornal do Harry não se mechem?
- por que mudaram a penseira? Ficou legal assim e tal... mas ela não é metálica e flutuante!
- por que o Dumbledor está sem óculos o filme todo?
- por que a Felix Felicis não é dourada??
- por que os alunos nem mais saem do trem de uniforme?
- por que (e agora é realmente importante) POR QUE a cicatriz do Harry só está visível em DUAS cenas do filme todo???

quanto a adaptação em sí:
- por que personagens como a Tonks e o Lupin tem aparecimentos tão ínfimos que nem são notados??
- o que os Comensais da Morte estão fazendo na Borgin & Burks? Não era pra se descobrir que o Draco é mesmo um Comensal da Morte só no final??
- falando nisso, perdeu toda a graça de saber que a resposta era o Armário Sumidouro, já que eles estava lá o filme todo...
- por que ninguém briga com o Harry quando ele quase mata o Malfoy??
- por que os Comensais da Morte saem tranqüilamente do castelo depois de terem matado o maior bruxo de todos os tempos... dentro de Hogwarts!!!

- agora, mais do que tudo, por que não falam quase nada das Horcruxes??
- e por que, ao invés de explicar coisas desse livro, perderam tempo jogando indiretas bem diretas de coisas que só explica no fim do próximo livro (tipo, Snape é bonzinho) ???

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Resumindo, não foi uma boa adaptação e, nem mesmo um bom filme.
Não teve o suspense, a emoção e não foi nem um pouco empolgante ou sombrio.
Foi, de fato, uma introdução aos próximos dois.

Mas continuo na espectativa.

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